o resto é silêncio...

E vocês sabem o que é um sonhador, cavalheiros? É um pecado personificado, uma tragédia misteriosa, escura e selvagem, com todos os seus horrores frenéticos, catástrofes, devaneios e fins infelizes... um sonhador é sempre um tipo difícil de pessoa porque ele é enormemente imprevisível: umas vezes muito alegre, às vezes muito triste, às vezes rude, noutras muito compreensivo e enternecedor, num momento um egoísta e noutro capaz dos mais honoráveis sentimentos... não é uma vida assim uma tragédia? Não é isto um pecado, um horror? Não é uma caricatura? E não somos todos mais ou menos sonhadores?
Fiodor Dostoievski

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A Bíblia diz:
"Amai ao próximo."

Isso poderia
significar
algo como:
"Deixo-o
em paz.”

charles bukowski

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"Somos assim: sonhamos o voo mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram."
Os Irmãos Karamazov, Fiódor Dostoiévski  
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"Você vai ser abandonado. Você vai se decepcionar, vai ter sua confiança traída e vai comer o pão que o diabo amassou. Você perde muito mais do que ganha."
— Sobre Meninos e Lobos – Dennis Lehane 
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"Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E quando haja rochedos e erva.
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica.
Assim é e assim seja."
— Fernando Pessoa 
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"Doem-me a cabeça e o universo. As dores físicas mais nitidamente dores que as morais, desenvolvem, por um reflexo no espírito, tragédias incontidas nelas. Trazem uma impaciência de tudo que, como é de tudo, não exclui nenhuma das estrelas. (…) Dói-me a cabeça porque me dói a cabeça. Dói-me o universo porque a cabeça me dói. Mas o universo que realmente me dói não é o verdadeiro, o que existe porque não sabe que existo, mas aquele, meu de mim, que, se eu passar as mãos pelos cabelos, me faz parecer sentir que eles sofrem todos só para me fazerem sofrer."
Bernardo Soares / Fernando Pessoa; Livro do Desassossego
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"Se Amélie prefere viver no sonho e ser uma moça introvertida, é direito dela. Pois, estragar a própria vida é um direito inalienável!"
Le fabuleux destin d’Amélie Poulain
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Por Júpiter e suas 66 luas.

Pedir que me olhe nos olhos é pedir muito.

Exigir que veja a importância do meu adeus é exigir demais.

Rastros. É, de tudo, o que deixo.

Quando você parou e percebeu, quando você parou e realmente percebeu que o que me interessa nos homens é a decadência, não havia nada que eu pudesse dizer, ou que você pudesse dizer, ou que qualquer oculta onisciência pudesse narrar.

Aquele instante em que o eclipse deixa de ser eclipse, e passa a minguar, e os amantes vão para a cama e as crianças suspiram sós, e o mundo inteiro se recolhe. Foi quando nos amamos e foi quando, igualmente, dissemos nunca mais.

Quando você parou e percebeu que na minha estante só havia lugar para loucos e suicidas. Que só há. Como nos meus vinis e dvds. Vozes doentes e diretores maiores do que o próprio século. Só loucos e suicidas. De Proust a Gene - um gigante e um desconhecido, para começar. Só loucos e suicidas. Morrer debruçado sobre a própria poesia é um jeito bonito de se morrer. Eu choro. Talvez, só queiramos “voar uma única vez”. Talvez, só tenhamos uma única chance de voar. Eu choro. Só loucos e suicidas.

Você é desses que não escreve.

É mutilado e teórico, mas não escreve.

Você é desses que diz.

Foi assim que, quando você não disse, quando eu só senti, soube ter ultrapassado algum limite. Limite teu. Eu gritei “calado”, e você calou. Que soube ter chegado ao meu muro de pedras medievais. Tarja preta nos meus arquivos digitados, ou nas folhas com as minhas digitais. Sua súplica não dita, “mas por que - por que eu não posso ler?”, minha aranha com as presas venenosas, entre as pedras, na minha boca, “porque não quero sua opinião, porque não preciso do seu parecer, porque é meu espaço, minhas páginas, minha escória e minha realeza, minha, meu, meu, meu, minha…”.

É coisa de gente que mais escreve do que diz….

Que o fim de toda era sempre começou na boca de alguém.

É coisa de gente que mais escreve do que diz…

Eu gritei.

É coisa de gente que mais escreve do que diz…

As coisas, quando saem, saem todas de uma só vez.

Claudia 

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é

é

"E se, ao olhar-se no espelho, ao invés de sua face, você visse sua alma? Como ela seria?"
— O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
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"Outro dia, fiquei pensando no mundo sem mim. Há o mundo continuando a fazer o que faz. E eu não estou lá. Muito estranho. Penso no caminhão do lixo passando e levando o lixo e eu não estou lá. Ou o jornal jogado no jardim e eu não estou lá para pegá-lo. Impossível. E, pior, algum tempo depois de estar morto, vou ser verdadeiramente descoberto. E todos aqueles que tinham medo de mim ou que me odiavam enquanto eu estava vivo vão subitamente me aceitar. Minhas palavras vão estar em todos os lugares. Vão se formar clubes e sociedades. Será nojento. Será feito um filme sobre a minha vida. Me farão muito mais corajoso e talentoso do que sou. Muito mais. Será suficiente para fazer os deuses vomitarem. A raça humana exagera tudo: seus heróis, seus inimigos, sua importância."
Charles Bukowski 
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"E com uma letra bem pequena, lá estava escrito no seu epitáfio: Tentou ser, não conseguiu; tentou ter, não possuiu; tentou continuar, não prosseguiu; e nessa vida de expectativas frustradas tentou até amar… Pois bem, não consegui, e aqui está."
— Dom Casmurro 
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"Não sabia qual era nosso segredo, mas éramos diferentes, e podíamos sentir isso."
BUKOWSKI, Charles. Misto-Quente.
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Peço-lhe que me comunique todas as más impressões que tiver a meu respeito. Explicarei umas, procurarei desvanecer-lhe outras, emendando-me. Sobretudo, peço-lhe que escreva em seu espírito esta verdade: é que sou uma pobre alma lançada num turbilhão.

Machado de Assis

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